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Acessórios de guerra
Se um dos seus planos para as férias é juntar os amigos e jogar War in Rio, não custa dar uma produzida no ambiente. Uma boa sugestão é o abajur inspirado no AK-47, criado por Philippe Starck:

Também têm como inspiração a arma mais popular dos morros cariocas esse modelo de papel para montar e, para as crianças, essa versão Hello Kitty.
Feliz Natal!
( do Gizmodo)
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Tags: starck, war in rio
Arte, diamantes e Tylenol
Damien Hirst é um dos maiores artistas contemporâneos. Na Inglaterra, sua terra natal, é frequentemente comparado a Andy Warhol. Sua última obra, uma caveira coberta por diamantes foi um grande sucesso. Os críticos, que andavam apontando uma certa falta de criatividade em seus últimos trabalhos se renderam em elogios.

Talvez Hirst tenha mesmo muito de Warhol – nem tanto na genialidade, mas na maneira com que usa o marketing a seu favor. “For the Love of God”, a caveira, foi vendida há poucos meses por 100 milhões de dólares, a um fundo de investimentos. É muito dinheiro. Seu custo havia sido estimado em cerca de 8 milhões de libras (US$ 16M ou R$ 30M, aproximadamente), pagos do próprio bolso do autor.
Falar em originalidade quando estas cifras estão envolvidas parece piada, mas tem sido um dos principais argumentos dos defensores da genialidade do artista inglês. Fico imaginando quantos artistas teriam dinheiro para bancar uma obra destas… Para se ter uma idéia, no ano passado o Masp chegou a fechar as portas por uma dívida de R$ 3M. O orçamento estimado de toda a Bienal de São Paulo é de R$25M.
Em termos estritamente comerciais, entretanto, pode-se considerar a caveira uma obra-prima. Qualquer pessoa que já entrou em uma joalheria sabe que um anel com dez diamantes vale mais que dez anéis com um diamante cada. Hirst elevou a regra à enésima potência. Numa época em que a importância dos artistas é avaliada pelo valor que suas obras atingem nos leilões, “a arte está na etiqueta de preço”, como diz Nick Cohen, jornalista inglês.
Um dia a bolha vai estourar. O motivo pode ser qualquer um, desde uma queda nas ações até um colapso no setor imobiliário americano – lembrem-se que o comprador de “For the Love of God”, por exemplo, foi um fundo de investimentos. Nessa hora, muita gente que pensa estar investindo em “arte”, vai ter uma grande dor de cabeça.
Por essas e outras, ao invés de diamantes, fico com a caveira de paracetamol, de Mark Kilner:

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Tags: arte, diamantes, hirst
Ponto de interrogação
Nuit Blanche é um evento que começou em Paris, em 2002, e acabou se espalhando por outras grandes cidades do mundo – inspirando, por exemplo, a Virada Cultural em São Paulo. A proposta do evento é que durante uma noite museus, galerias e outros espaços culturais abram suas portas gratuitamente para o público. Alem disso, as próprias ruas da cidade são transformadas em galerias, com exposições, performances shows…
Uma das obras mais interessantes da Nuit Blanche deste ano foi a instalação de Robert Stadler na Igreja Saint-Paul Saint-Louis. Ao entrar na igreja, por uma porta lateral, o público vê apenas grandes esferas luminosas, que parecem organizadas aleatoriamente. Ao se dirigir para o centro da igreja, entrtanto, as esferas formam um grande ponto de interrogação sobre o altar:

Mais fotos: www.robertstadler.net
Outros destaques do Nuit Blanche 2007: www.arte.tv
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Tags: arte, instalação, nuit blanche, stadler
A moda da dona de casa
Home Improvement, editorial para a V Magazine, de Mario Sorrenti e Jane How, utilizando utensílios domésticos.
O ensaio completo pode ser conferido no site da revista.


Dica do Moda sem Frescura
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Oscar Niemeyer faz 100 anos

Oscar Niemeyer completa 100 anos hoje. No mundo inteiro é considerado um dos maiores arquitetos de todos os tempos, talvez o maior ainda com vida. Segundo o Noblat, em uma recente lista que enumera os 100 gênios vivos da humanidade, ficou em nono. Sua obra mais importante é Brasília, que ajudou a criar em parceria com outros arquitetos. Há alguns meses foi convidado a construir uma nova capital para Angola.
No Brasil, entretanto, de uns tempos pra cá virou moda criticá-lo. Sempre à boca-pequena, claro. Dizem que sua arquitetura não é funcional, que suas construções só são bonitas por fora.
É pouco provável que tais críticas o incomodem. Sobre Brasília, por exemplo, certa vez disse à Caros Amigos:
Quem vai a Brasília, eu estou tranquilo, pode gostar ou não dos palácios, mas não pode dizer que viu antes coisa parecida. E pra nós, na arquitetura, isso é o máximo.”
A verdade é que ele não gosta de falar sobre arquitetura. “A vida é muito curta para perder tempo com isso”, gosta de dizer. Desconfio que boa parte da implicância com Niemeyer vem do fato de ele ser – e se orgulhar disso – comunista e ateu.
Suas convicções políticas sempre estiveram ligadas à sua arquitetura. Os Cieps, que construiu no Rio, a convite de Darcy Ribeiro, são um bom exemplo. O projeto se propunha a realizar uma revolução na educação pública do país. Para que Darcy pudesse levar adiante seu projeto de educação em tempo integral, com refeições e assistência médica aos alunos, Niemeyer projetou as escolas à partir de estruturas pré-moldadas de concreto, barateando assim sua construção e facilitando a reprodução em larga escala.
Em 1989, projetou um monumento em Volta Redonda, em homenagem a três operários da CSN mortos durante um conflito com o exército na greve do ano anterior. Na madrugada seguinte à inauguração, foi colocada uma bomba na praça.
Se fossem menos políticas, provavelmente suas obras seriam menos contestadas. Em tempo de Mainardis, Reynaldos e Olavos, não pega bem dizer coisas como essa:
A gente espera que mude [a situação no Brasil], porque sente que em toda a América Latina, em toda parte, há uma tendência de mudar. Um movimento contra o Bush, governos mais populares na América Latina. Tanto que a gente vê que a coisa está melhorando, que há qualquer luz no horizonte, a gente tem uma esperança. Mas é difícil, principalmente para nós que não acreditamos em melhora dentro do regime capitalista. A gente tem que virar a mesa.”
Mas, não fosse assim, não seria Niemeyer. Certa vez, Fidel Castro lhe disse que os dois eram os últimos comunistas vivos em todo o mundo.

Depois da bomba em Volta Redonda, ele pediu que o monumento não fosse restaurado. A estrutura de concreto, com os corpos dos três operários representados em baixo relevo está até hoje tombada, presa apenas por vergalhões. Foram assassinados pela segunda vez. O arquiteto pediu ainda que fosse colocada uma placa, com uma frase que hoje, quando faz 100 anos, poderia perfeitamente ser dedicada a ele: “Um monumento àqueles que lutam pela Justiça e pela Igualdade“
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Tags: niemeyer
Bebida para idiotas?
A Redux Beverage já tinha causado polêmica ao lançar, nos EUA, uma bebida chamada Cocaine. Agora, em parceria com a Fox, lança no mercado Brawndo (“the thirst mutilator”), inspirada na bebida de mesmo nome do filme Idiocracy.

Seria normal, não fosse pelo fato de que no filme de Mike Judge – criador de Beavis and Butthead – o Brawndo é uma bebida tóxica, cuja popularidade acabou criando um colapso na agricultura americana. Dá pra entender?
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Tags: brawndo, idiocracy
Contra-luz
Fusion Now! More Light, More Power, More People! é o nome de uma exposição que acontece em Londres, na Rokeby Gallery, até o final de dezembro. O tema é recorrente nos dias de hoje: meio ambiente e racionalização do uso da energia. Já o enfoque é totalmente diferente do que se vê por aí – principalmente no meio artístico, de tradicional tendência policamente correta.
A proposta é pensar “como seriam a arte e a sociedade se pensássemos de maneira positiva sobre como seria um mundo baseado em mais energia, não menos”. Para ele, é impossível dissociar o progresso da energia. Logo, os políticos que se denominam progressistas estariam do lado errado nesse caso.
Na mesma linha, o colunista do Guardian, Jonathan Jones provoca:
(…) não haveria um paradoxo no atual consenso de que a política de esquerda é a política ambiental? Você não vai acabar com a miséria se atrasar a industrialização dos países pobres. Uma sociedade que realmente limite o consumo e poupe sua energia será uma sociedade mais cautelosa. E isso siginfica – por definição – mais conservadora. É isso o que você quer?”
Aqui no Brasil, ontem o PFL (agora DEM, de democratas) lançou sua nova logomarca. Não parece uma árvore?
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Tags: energia, meio-ambiente
O Imeem e a música na internet
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O novo site de relacionamentos, Imeem, conseguiu há poucos dias o que parecia impossível: disponibilizar na internet o catálogo das quatro grandes gravadoras – as chamadas majors: Universal, Sony, EMI e Warner. Não é pouco: desde que implementou a sua loja virtual, por exemplo, a Apple vem sofrendo nas negociações com as majors.
Ao contrário da empresa de Steve Jobs, entretanto, o Imeem não pretende comercializar as músicas, mas disponibilizá-las de graça e faturar com anúncios. Através do streaming do site, o usuário pode ouvir qualquer música mas não baixá-la para o computador. É um grande passo, em dois sentidos: o mais óbvio é o fato de que as gravadoras parecem estar acordando para os novos tempos, depois de gastar tempo e dinheiro processando os usuários de programas como o Soulseek e o e-Mule. Mais importante, entretanto: pode sinalizar uma mudança na maneira de se relacionar com a música, como o iPod fez há alguns anos.
Ainda que tenha mudado o formato, o iPod ainda se baseia no princípio do usuário pssuir as músicas. Antigamente era um LP, que depois foi substituído pelo CD e, finalmente, por arquivos mp3. O Imeem propõe uma mudança nessa lógica. Ninguém precisaria ter mais nenhuma música armazenada, bastaria uma conexão à internet e todo o acervo musical do mundo estaria à sua disposição. Ainda não é assim, é claro que o fato de ter fechado com as majors não garante que o site tenha o mesmo sucesso no meio independente, como o MySpace, mas já dá pra sonhar. Ao invés de um iPod de 40 GB, por exemplo, qualquer aparelho – sem necessidade de um grande HD – que se conectasse à internet daria conta do recado. Talvez até mesmo o próprio celular.
O sucesso de um site de relacionamentos depende de vários fatores subjetivos e esse é o desafio que o Imeem enfrentará nos próximos meses. O mercado já está um tanto saturado. Ele disputa um espaço entre sites como o Last FM e o Pandora e outros como o MySpace e o Facebook. De qualquer forma, a proposta parece interessante e vale a pena acompanhá-la.
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Tags: imeem, internet, mp3, p2p
Vale ou não vale?
Mal saiu do forno, a logomarca da Vale já causou polêmica. Alguns viram semelhança com a do ABN-Amro (Real). O blog de Mario Amaya entrou na discussão:
“Redesigns de marcas tornaram-se iguais a jogos de futebol: todo mundo comenta como se fosse técnico.”
(Não sei não, mas acho que quando se lança uma marca com tamanho estardalhaço, o esperado – e até desejado – é isso mesmo. Mas acho que eles esperavam só elogios, uma vez que a Vale está acostumada a ser a vedete das empresas brasileiras, o exemplo de eficiência, de privatição que deu certo.)
Não parou por aí. Rapidamente começou a correr pela internet a semelhança da nova logo com a da marca de calçados Vitelli:
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Agora a Vitelli ameaça processar a Vale, apesar de especialistas negarem esse direito. Provavelmente a questão vai se resolver de maneira favorável à multinacional, que tem dinheiro, influência e bons advogados. Em último caso, uma compensação financeira não doeria tanto, já que o custo de reformulação da marca foi de cerca US$ 50 milhões.
O mais interessante de todo o episódio, entretanto, vem sendo ignorado pela maioria: na época em que foi anunciada a reformulação, algumas das justificativas, segundo a Folha, eram de que a empresa queria “reforçar a marca internacional” e “criar uma marca de identificação forte e que possa ser associada a tudo o que é produzido a partir do minério de ferro: de fogões a aviões”. É difícil entender de que maneira esses objetivos possam ser refletidos nessa nova logo apresentada.
Não há nada na marca que possa ser associado à principal atividade da Vale – mineração. Por outro lado, o verde-amarelo parece associar ainda mais a companhia ao Brasil. Talvez seja reflexo da escolha de um escritório americano para a realização do serviço. Mas, e aí? São investidos milhões de dólares com o propósito de tirar o estigma de ex-estatal, internacionalizar a marca e ligá-la ao ramo da empresa. Alguns figurões americanos chegam com uma logomarca que faz exatamente o contrário e ela é aprovada assim mesmo?
O pessoal da Lippincott deve ser mesmo bom de papo. Um papo de US$ 50 milhões.
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O futuro do Linux
O Linux cresceu – e continua crescendo a cada dia. Cada vez mais usuários, individuais ou corporativos, optam pela plataforma de software livre.
Apesar de uma certa tendência romântica de olhar o Linux apenas como uma comunidade de desenvolvedores, é preciso lembrar que há empresas por trás, como em qualquer outro ramo. É o caso da Red Hat, a maior de todas as distribuidoras do Linux e da Novell, que há pouco tempo fechou um acordo com a Microsoft, escandalizando muita gente.
Neste artigo, do Linux.com, Joe Barr pergunta para onde vai o Linux agora. Será que os ideiais conseguirão se manter, dentro deste mundo corporativo? Ele acha que sim, ainda que aposte em uma aproximação bem maior com a Microsoft.
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Tags: tecnologia
