Assistir Meu Nome Não é Johnny depois de Tropa de Elite é ótimo para perceber os discursos estéticos e políticos que atravessam os filmes e seus personagens frente a questão das drogas e da violência: de um lado o mais novo herói brasileiro, o garoto propaganda da cerveja turbinado como Capitão Nascimento e defendendo a “moral da tropa”, a “boa” policia que destila ódio e ressentimento contra Ongs de “menininhas bonitas bem intencionadas”, demoniza jovens que fumam maconha (“quantas crianças vão para o tráfico para esse cara fumar um baseado”) , e rotula todos com a mesma insígnia de “inimigos públicos número 1”: consumidores, traficantes, policia corrupta, ongs, todos merecem um “corretivo” dos camisas-preta.”

No site da Carta Capital, Ivana Bentes escreve um ótimo texto sobre Tropa de Elite, Meu Nome não é Johnny e a questão da legalização das drogas. Ivana é professora daUFRJ e foi quem criou a expressão “cosmética da fome”, na época de Cidade de Deus, a partir de um paralelo entre o filme e o manifesto A Estética da Fome de Glauber Rocha.



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