Parece que não são só as gravadoras que andam perdidas com a revolução tecnológica na música… A revista masculina americana Maxim reconheceu publicamente ter publicado a resenha de dois discos sem que seus jornalistas tivessem lido.

A banda Black Crowes já tinha acusado a Maxim, mas a revista só reconheceu o erro depois que o rapper Nas questionou de que maneira seu último disco teria sido avaliado se as gravações não haviam sequer terminado. Em defesa da Maxim, seu diretor editorial declarou que o erro foram apenas as notas dadas para o disco, já que a matéria era para ser um preview, não um review (resenha).

No blog do Guardian, o colunista Steven Wells saiu em defesa da revista e declarou que quando trabalhava na prestigiosa NME ouvia algumas faixas por menos de 10 segundos.

Não é novidade para ninguém que a imprensa musical tem tomado uma surra dos blogs e tem  tentado correr atrás do prejuízo. Um exemplo nacional é a capa que a Ilustrada deu para Mallu Magalhães, garota de 15 anos, sem disco lançado, sucesso catapultado pelo MySpace. É preocupante, entretanto, constatar que essa suposta “modernização” da mídia convencional venha acompanhada de uma perda de qualidade e de princípios desse tipo.

Resumindo: esqueça as resenhas; ficou curioso, dê uma passadinha no MySpace ou no Hype Machine e confira você mesmo…



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